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26 de janeiro de 2014

Lisboa... A Capital mais cool da Europa", para a CNN...

Lisboa, o Porto, a Madeira, o Alentejo, Coimbra, Algarve, Sintra... todos eles têm vindo nos últimos anos a receber prémios, distinções e elogios na imprensa estrangeira, incluindo na CNN... Leia o artigo sobre Lisboa: aqui.

Este tipo de destaque é muito positivo para o nosso turismo (primeiro sector nacional) e para a nossa imagem externa, importante para a criação de valor da marca Portugal, que beneficia todos os nossos produtos e serviços, os nossos emigrantes e a nossa própria auto-estima, acabando por fortalecer a identidade nacional.

Cidade com vários atrativos (foto ASF)

19 de maio de 2012

A “nova” Equipa apresenta-se com o espírito de SERVIR.


 NÓS …
General AMADEU GARCIA DOS SANTOS – Sócio 771/79
Tenente-General FRUTUOSO PIRES MATEUS – Sócio 186/87
Dr. JOSÉ DA SILVA MONTEIRO – Sócio 569/96

Comunicamos a Vªs Exªs,

Os resultados, apurados na Assembleia Geral Eleitoral, para a eleição dos Corpos Sociais da AACDN – Biénio 2012/13, realizada a 18 de Maio de 2012:
· número de Votos na Lista A – 128 (cento e vinte oito)
· número de Votos na Lista B – 110 (cento e dez)
· número de Votos Nulo – 1 (um)

Queremos aproveitar, este momento e, agradecer a participação efectiva e consequente, daqueles, que em Nós confiaram.

Todos fomos chamados a pronunciar-nos sobre o futuro que queremos para a nossa Associação.

A “nova” Equipa apresenta-se com o espírito de SERVIR.

Ultrapassaram-se barreiras, finalizou-se um ciclo, queremos um novo caminho, assumimos Vencer 
Desafios, juntos, em participação activa e coesa de TODOS os Associados, em prol dos interesses colectivos, contribuindo para uma AACDN melhor.

TODOS seremos os NECESSÁRIOS para o CONSEGUIR.

“DEFENDER E CONSOLIDAR A PORTUGALIDADE NA SENDA
DA ÉTICA, DOS VALORES E DO CONHECIMENTO”
Contamos convosco! 

17 de maio de 2012

É importante votar! Pela AACDN...


O VOSSO VOTO É IMPORTANTE E IMPRESCINDÍVEL PARA DEFINIR O FUTURO DA AACDN.

Nós, LISTA “A” constituímos uma equipa que por toda a parte soube viver, lutando, por uma VIDA DE INTEGRIDADE onde a Honradez e a Verticalidade, a Inteligência e a Capacidade de Trabalho, a 

Determinação a toda a prova e o Espírito de SERVIR se juntam ao AMOR À PÁTRIA.

Por tudo isto, é preciso VOTAR, FAZENDO A DIFERENÇA

Vota presencialmente, se não puderes, envia ou deixa Hoje o teu

“Voto por Correspondência” na Sede

A AACDN merece e Vós, Caros Colegas, também.

NÃO DEIXEM DE VOTAR
MBC

TODOS seremos os NECESSÁRIOS para a VITÓRIA.

“DEFENDER E CONSOLIDAR A PORTUGALIDADE NA SENDA
DA ÉTICA, DOS VALORES E DO CONHECIMENTO”

Contamos convosco!
«A 18 de Maio VOTA sem reservas VOTA A» - IDN 20H00

16 de maio de 2012

Pensar, meditar, refletir e agir...


Nós, todos nós, que tivemos o privilégio de frequentar como auditores, no INSTITUTO DA DEFESA NACIONAL, o Cursos de Defesa Nacional sabemos e cultivamos os conceitos de CIDADANIA e DEFESA.

Hoje, enquanto sociedade, nós temos novos riscos e novas ameaças, mas, também, oportunidades singulares. Vivemos num mundo sujeito a um processo constante de transformação o que nos obriga a repensar as nossas práticas quotidianas e, também, as nossas Instituições.

Permitir que tudo fique na mesma é caminhar para o fracasso e sermos ultrapassados pela realidade.

Hoje, somos obrigados a olhar para os desafios que se colocam aos tradicionais conceitos de soberania, independência e segurança de modo a salvaguardar a Defesa do Interesse da Estratégia Nacional, cada vez mais necessárias no contexto da Ordem Mundial exigente e interdependente em que vivemos.

Hoje, temos de pensar, meditar, reflectir e AGIR.

Perante esta realidade, em cada dia, todos os dias, o AGIR de cada um de nós deverá ter como acções base:
1. Credibilidade, Dinâmica e Força da AACDN (pelos reconhecimento e prestígio da AACDN)
2. Marcar a diferença; escolher o caminho a seguir (informando para formar e servir)
3. Vencer os desafios (pela participação activa e coesa dos associados)
FPM
A 18 de Maio VOTA sem reservas. VOTA A.

TODOS seremos os NECESSÁRIOS para a VITÓRIA.

“DEFENDER E CONSOLIDAR A PORTUGALIDADE NA SENDA
DA ÉTICA, DOS VALORES E DO CONHECIMENTO”

Contamos convosco!
«A 18 de Maio VOTA sem reservas VOTA A» - IDN 20h00

15 de maio de 2012

Nós...


Por mais desanimados que muitos de nós nos encontremos, com a situação de austeridade em que o País vive, a verdade é que a vida continua.

Porque somos Portugueses e amamos a terra onde nascemos desejamos honrar o legado do nosso País. Porque a vida continua.

É importante que a AACDN continue a ter a dinâmica, a credibilidade e a força que a caracterizou nos últimos tempos.

No dia 18 de Maio temos a oportunidade de marcar a diferença; de escolher o caminho que queremos seguir até 2014.

Porque acreditamos que apenas em conjunto, enquanto na Associação de Auditores dos Cursos de Defesa Nacional, conseguiremos vencer os desafios que se avizinham, afirmamos que é fundamental o seu voto.

Nós temos a vontade e o conhecimento!
Nós temos capacidade de trabalho e de inovação!
Nós cultivamos a Ética e a Esperança!
Nós sabemos ser, porque sabemos estar!
Nós temos a melhor equipa para fazer ouvir a vontade e o querer de uma AACDN que quer ser mais, que quer ser melhor!

É preciso votar fazendo a diferença!
Vote bem !
A AACDN merece e você também!

Por isso VOTE Lista “A”
FPM
TODOS seremos os NECESSÁRIOS para a VITÓRIA.
“DEFENDER E CONSOLIDAR A PORTUGALIDADE NA SENDA
DA ÉTICA, DOS VALORES E DO CONHECIMENTO”
Contamos convosco!
«A 18 de Maio VOTA sem reservas VOTA A»

14 de maio de 2012

Todos somos chamados a pronunciar-nos sobre futuro da AACDN


NÓS …
General AMADEU GARCIA DOS SANTOS – Sócio 771/79
Tenente-General FRUTUOSO PIRES MATEUS – Sócio 186/87
Dr. JOSÉ DA SILVA MONTEIRO – Sócio 569/96

Tendo presente que estamos em período eleitoral para os órgãos Sociais da nossa Associação, assiste-nos o direito/dever de Vos lembrar, que todos nós somos chamados a pronunciar-nos sobre o futuro que queremos para a nossa Associação.

Nós, AACDN, podemos ser o testemunho de quem conhece a relevância de valores como a solidariedade, o profissionalismo, o mérito e a honra, a Família e Portugal.

Nós, AACDN, sabemos e, por isso, queremos dizer – afirmando – que é preciso valorizar a experiência, os conhecimentos e as qualificações dos associados, muitos dos quais desenvolvem um trabalho e obtém um reconhecimento significativo nas mais variadas áreas da sociedade.

Na verdade, os Associados da AACDN não merecem ser tratados como meros votantes, são muito mais do que isso.

Quanto mais a AACDN estimular e aproveitar a participação efectiva e consequente de todos, mais exigente e meritório será o seu trabalho enquanto Associação que pugna pela CIDADANIA e pelo SER PORTUGUÊS.
Neste acto eleitoral, TODOS podemos dar um exemplo. O exemplo de quem acredita que é possível contribuir para uma AACDN melhor …. Para um FUTURO melhor. Por isso …. E para isso ….. É PRECISO VOTAR, FAZENDO A DIFERENÇA

Por isso VOTE Lista “A”

TODOS seremos os NECESSÁRIOS para a VITÓRIA.

“DEFENDER E CONSOLIDAR A PORTUGALIDADE NA SENDA
DA ÉTICA, DOS VALORES E DO CONHECIMENTO”

Contamos convosco!
«A 18 de Maio VOTA sem reservas VOTA A»


Relembramos que estas e outras ideias estarão em debate no dia 15 às 18h, no Castelo da Foz, IDN, Porto.

13 de maio de 2012

MAR...


Pelo MAR partimos, na sua imensidão reconhecemos a grandeza de um país, que embora pequeno, deseja crescer e estimular-se no CONHECIMENTO e do Mundo. 

Tendo ao leme desta embarcação uma EQUIPA DINÂMICA apostada em escolher um rumo tranquilo de sucesso, retirando da CONTINUIDADE as boas praticas e buscando na originalidade os rasgos de novidade, sustenta-se um labor orientado pela ÉTICA e pela solidez dos VALORES que geram a nossa PORTUGALIDADE. 

Esta identidade que se nos cola e acompanha, que nos marca com um cunho da humanidade, constrói a nossa HISTORIA e há-de estruturar o nosso FUTURO”.

A 18 de Maio VOTA sem reservas. VOTA A.

12 de maio de 2012

Economia do mar: um dos 5 pilares ...

Falta de investimento na economia marinha e marítima?

Pilares da candidatura

Os pilares que fundamentam a apresentação da candidatura da lista A à AACDN sustentam-se na:

Continuidade: este princípio, quando garante a manutenção da qualidade e introduz alteração no necessário, determina uma opção vantajosa assumida por esta Lista. Essa avaliação e a gestão cuidada dos recursos humanos, optimizando capacidades em prol do bem comum, será o foco orientador da nossa candidatura.

Equipa Dinâmica: ainda que pouco conhecida no âmbito da AACDN, o que reflete a necessidade de dotar a organização de novo sangue, os elementos da lista são personalidades coesas no decurso da sua vida pessoal e profissional, tendo firmado e alcançado objectivos de carreira que lhes permitem uma disponibilidade genuína para dinamizar esta causa.

Portugalidade/História com futuro: Portugalidade, para além de celebrar a importância da língua, do património, da cultura, da história e da nossa identidade rima com Humanidade e é nessa aproximação semântica e simbólica que nasce a força do Futuro. A construção do Futuro do país incita ao concurso de estímulos positivos e criadores que possibilitem competir internacionalmente e permitam a aurora de um Portugal de interface para o Mundo.

Mar: Eis, objectiva e subjectivamente, o valioso património português. Em concreto, o mar abre-se em possibilidades, recursos e probabilidades económicas. Desafia os preceitos do Ambiente e da Natureza sugerindo ir mais além Em termos subjectivos consolida-se como o esteio do ideário de conquista, de descoberta e do esforço necessário ao sucesso.

Ética e Valores: só a vivência experiente, na esfera pública e privada, dos valores intrínsecos ao trabalho, à solidariedade, ao respeito pelo outro e à civilidade autorizam a exposição de atitudes verdadeiramente éticas que distinguem a Dignidade no turbilhão do quotidiano. A seriedade e a humildade perante o que é íntegro e justo marcam e diferenciam os elementos que preenchem esta candidatura.

Conhecimento: a transformação de conhecimento em sabedoria determina uma visão abrangente e alargada da informação. Os desígnios internacionais, a velocidade do Mundo, a transformação de modelos económicos e sociais exigem uma actuação equilibrada, sustentada, mas célere sobre conteúdos e eficaz sobre a transmissão do saber.

Na defesa da Portugalidade constituímo-nos como uma equipa que visa dotar este organismo do sentido público, por excelência. Somos pela continuidade do que se reconhece como positivo, valoroso e eficaz e estamos aptos a introduzir alterações no que denotamos obsoleto e inoperante.

O dinamismo que caracteriza o nosso projecto apela à conjugação de vontades e de saberes em benefício de uma visão informada e criativa.

Na definição que fazemos de futuro contamos, porque nos responsabilizamos na sua construção, com um Portugal mais aberto ao Mundo, mais conhecedor, tolerante e solidário.

11 de maio de 2012

TODOS seremos os NECESSÁRIOS para a VITÓRIA


“Defender e consolidar a Portugalidade na senda da ética dos valores e do conhecimento.
Um projecto que prevê defender e consolidar a Portugalidade, exige a constituição de uma equipa dinâmica que se proponha a fazer uma sólida caminhada.
As personalidades que compõem a nossa lista, coesas no desenvolvimento da sua vida pessoal e profissional, dispõem da disponibilidade e do espírito que é necessário neste momento.
A vivencia experiente, na esfera publica e privada, dos valores intrínsecos do trabalho, à solidariedade, ao respeito pelo outro e à civilidade, autorizam a exposição de atitudes éticas que nos distinguem do turbilhão do quotidiano e que marcam a diferença pelos princípios que constroem este projecto.
Queremos agilizar a transformação do conhecimento em sabedoria, proporcionando uma visão abrangente e alargada, do valor da informação e da sua transmissão.
O nosso objectivo maior é cimentar e propagar a portugalidade, essa identidade que nos humaniza, que celebra a importância da língua, do património, da história e do mar.
Portugalidade sugere Humanidade e é nesta aproximação semântica e simbólica que nasce a força do nosso futuro”.
MFR
TODOS seremos os NECESSÁRIOS para a VITÓRIA.

“DEFENDER E CONSOLIDAR A PORTUGALIDADE NA SENDA
DA ÉTICA, DOS VALORES E DO CONHECIMENTO”
Contamos convosco!
«A 18 de Maio VOTA sem reservas VOTA A»

10 de maio de 2012

Lista A no Porto: dia 15 de Maio, 18h... no "Castelo".


Apresentação da Lista A aos órgão sociais da AACDN, dia 15 de Maio, pelas 18h, no "Castelo da Foz", IDN.
A Lista A, sob o mote “Defender e Consolidar a Portugalidade na senda da Ética, dos Valores e do Conhecimento”, estará representada pelo seu candidato a Presidente da Direção.


Numa sessão aberta a todos os associados, especialmente aos dos norte e do centro, o General Frutoso Pires de Mateus, candidato à Presidência da Direção da AACDN, terá todo gosto em debater ideias e pontos de vista e em responder a a todas as questões que se entendam pertinentes.
Contamos com a sua presença!

9 de maio de 2012

José Luís Pinto Ramalho: uma intervenção de fundo


Exmos Integrantes da Comissão de Honra

Exmos Componentes da lista A

Distintos Convidados e Membros da AACDN

Minhas Senhoras e meus Senhores

  
Começo por agradecer o convite para intervir nesta sessão de lançamento da candidatura da Lista A, felicitando, desde já, a escolha do Tema adoptado: “Defender e Consolidar a Portugalidade, na senda da Ética, dos Valores e do Conhecimento”, por considerar que a sua actualidade e a necessidade de reflexão sobre o mesmo, não poderiam ser mais oportunas.

Permitam-me, assim, que conduza algumas reflexões, tendo por base o Tema, olhando a nossa história numa perspectiva estratégica em termos de grandes opções políticas e, a partir daí, tecer algumas considerações sobre os desafios da actualidade. Seria, aliás, muito difícil abordar a Portugalidade e os desafios com que nos confrontamos, sem particularizar os problemas que se nos colocam e a realidade da conjuntura estratégica actual que enfrentamos.

Somos felizmente uma Nação que se confunde com o Estado, coincidência que alguns por vezes pretendem perturbar, exacerbando diferenças mais de cariz folclórico do que qualquer outro e esquecendo uma História de quase nove séculos, ao longo da qual houve sempre necessidade de clarividência do ponto de vista estratégico para garantir a sobrevivência como entidade política autónoma, procurando a sua afirmação no contexto regional e internacional, através da coesão interna e de grandes realizações.

Quando se observa a nossa História, é possível identificar momentos, opções e objectivos estratégicos, determinantes para a vida do nosso povo e para o país, como entidade política autónoma e soberana.

A Portugalidade afirmou a sua autonomia e a identidade nacional em 1143, na conferência de Zamora e com o posterior reconhecimento papal, em 1179. Durante o século XII fundou-se a Monarquia, alargou-se o território para sul e conquista-se Lisboa em 1147. O século XIII consolida os fundamentos da nossa identidade nacional; têm lugar os primeiros progressos e lutas sociais; a monarquia triunfa apoiada nas forças populares contra o poder dos nobres; a burocracia do Estado desenvolve-se e ganham influência os juristas que estudaram o direito romano.

 No século XIV os portugueses defendem a identidade nacional e a soberania do território em Atoleiros, em Aljubarrota e, também, em Lisboa. O século XV afirma a projecção atlântica, a aventura africana, o dobrar do Cabo Bojador, o Tratado de Tordesilhas, a posse do Brasil e a chegada à Índia, consumou-se, assim, na afirmação de Arnold Toynbee, a primeira globalização.

Os séculos XVI e XVII trazem-nos o apogeu Manuelino, o domínio espanhol e a reacção portuguesa com a Restauração e a sobrevivência do Estado; os Lusíadas cantam a gesta nacional; em 1578, em Alcácer Quibir, morre D. Sebastião e é destruído o exército; em 1 de Dezembro de 1640, recupera-se a independência de Portugal e, em1663, quando um exército espanhol entrou em Évora e se dirigia para Lisboa, a população da capital alistou-se em massa para a contra ofensiva, que terminou pela vitória do Ameixial; no Brasil e em Angola foram brasileiros e portugueses, aliados aos índios e nativos, que expulsaram os holandeses e afirmaram a Portugalidade.

Durante os séculos XVIII e XIX faz-se a reforma da Universidade, são modernizadas as estruturas administrativas e jurídicas, responde-se às consequências do terramoto de 1775 e, quatro anos depois, é criada a Academia das Ciências; a Família Real parte para o Brasil e em Portugal, portugueses e ingleses derrotam três invasões francesas, o Brasil torna-se independente, assiste-se a duas guerras civis, uma em 1832-34 e outra em 1846-47, a revolta da Maria da Fonte, prolongada pela Patuleia. É extinta a escravatura, impulsiona-se a expansão em África, desenha-se o Mapa Cor-de-Rosa e o país é confrontado com o Ultimato inglês de 1890.

Chegamos à actualidade. O século XX traz-nos a implantação da República, a criação das Universidades de Lisboa e do Porto, a participação na I GM, o Estado Novo, a adesão à EFTA, ONU e à OTAN, a invasão da Índia e a Guerra em África; em 25 de Abril de 1974, afirma-se o Portugal democrático, que abraça e adere ao projecto europeu, ao espaço Shengan e ao Euro; cria-se o espaço lusófono materializado na CPLP, apoia-se a independência de Timor, o território de Macau integra-se na China e procura-se o desenvolvimento e a modernidade do país.

E hoje? O país está confrontado com uma profunda crise económica e financeira, repete-se mais um plano internacional de assistência financeira e interrogamo-nos quanto ao futuro. Como atingir os grandes desígnios estratégicos que norteiam as entidades políticas modernas, no primeiro mundo, a que Portugal quer continuar a pertencer – a Segurança, o Bem-Estar e a Justiça Social.

Este é um debate e uma reflexão estratégica, para o qual esta Associação está bem apetrechada e motivada. Refiro aqui os princípios que esta Lista abraçou, como pilares da sua candidatura e desenvolvimento do seu programa de acção, a par do conhecimento da temática da Defesa Nacional e da Segurança, que está na génese da sua constituição.

Este é um debate e uma reflexão estratégica de que ninguém está dispensado, tanto mais que está em elaboração um novo Conceito Estratégico de Segurança e Defesa Nacional, para o qual o IDN apresentou as Bases Gerais. Se em relação ao Bem-Estar e à Justiça Social, a Boa Governação e o Desenvolvimento constituem a resposta determinante, relativamente à Segurança, espera-se do Governo uma atitude esclarecida, responsável, espírito e vontade de Defesa Nacional, percepção dos riscos e das ameaças e uma clara definição dos objectivos a atingir e a salvaguardar, neste domínio.

Importa reconhecer que o planeamento estratégico de defesa é hoje fortemente influenciado pelas consequências da crise financeira, constituindo muitas vezes também o factor determinante na definição dos objectivos estratégicos de defesa e não os potenciais riscos e ameaças.

Deve recordar-se que a economia necessita de segurança para progredir e consolidar-se e que a segurança decorre também de capacidades militares, não apenas para proteger a soberania, contra eventuais ameaças, mas também para participar na preservação da paz e estabilidade internacional, designadamente na prevenção e na gestão de crises.

A Segurança tem hoje um conceito amplo com uma vertente psicológica onde intervêm, de forma sinérgica e supletiva, as Forças Armadas a quem cabe a defesa militar, as Forças de Segurança Interna que têm como atribuição as acções de polícia e os agentes de Protecção Civil, com a responsabilidade das acções de protecção e socorro das populações.

É necessária uma cultura de Segurança e Defesa que privilegie os valores e os princípios éticos que colocam a prioridade no interesse nacional e as pessoas, a segurança humana, que amplie a cooperação entre os Estados e as Organizações Internacionais a segurança cooperativa; é uma cultura que tem por base a transparência, o conhecimento, a cultura e a cooperação.

O mundo de hoje ultrapassou os limites da distância e do tempo, tornando acessível a informação em tempo real, recurso estratégico na actual conjuntura com uma característica diversa dos recursos estratégicos até agora conhecidos, raros e finitos; a informação actual é abrangente e quanto mais se utiliza mais se amplia, constituindo a base do conhecimento e da inovação.

No caso das Forças Armadas, instrumento determinante da vontade de defesa e do emprego da coacção militar, esquecer a sua missão principal, a defesa militar da Pátria, privilegiando as missões de interesse público, é uma escolha redutora das suas capacidades, mais cara e que, em última análise, afecta a soberania.

Em matéria de defesa, em termos nacionais, a procura de economias e a afirmação de reformas têm conduzido a reduções de efectivos, atrasos em programas de reequipamento estruturantes, constrangimentos no funcionamento da instituição militar e para o exercício das competências das chefias, a par de um protagonismo do ministério das finanças em matéria de defesa, que se pode caracterizar por três palavras – Ignorância, Indiferença e Insensibilidade.

Igualmente redutor é não reconhecer a condição militar e tratar as Forças Armadas no quadro da gestão do Funcionalismo Público, aplicando-lhes os mesmos critérios de funcionamento, de desenvolvimento de carreiras e mecanismos de controlo e contenção, ignorando a sua estrutura profundamente hierarquizada, o ambiente de disciplina inerente, a disponibilidade e o risco das missões atribuídas. A intenção de aplicação directa e quantitativa do PRACE à estrutura das Forças Armadas, sem atender à sua especificidade organizativa, é contribuir ‘para a sua inoperância e ineficácia.

Sobre a crise e as economias em matéria de defesa, permitam-me que cite o SG da OTAN, em Munique no final de 2011: “as preocupações da Aliança não são com a economia mundial, mas sim com a nova ordem mundial e temos de prevenir que a crise financeira não se transforme numa crise de segurança”

Estamos perante um mundo marcado por um arco de instabilidade que se estende pelo Norte de Africa, se prolonga pelo Médio Oriente e pelo Sudoeste da Ásia, a par do terrorismo transnacional; assistimos à proliferação da tecnologia que permite o acesso aos mísseis balísticos e às armas de destruição maciça, atitudes do Irão e da Coreia do Norte e temos dúvidas quanto ao potencial comportamento futuro, de grandes poderes como a China e a Índia.

É uma utopia e uma perigosa ingenuidade considerar que, em termos de defesa é possível, dentro da Aliança Atlântica, haver uma divisão de trabalho estratégico, com os EUA a fornecerem o “ hard power” e os europeus o “soft power”, como o treino, a construção das instituições e a reforma do sector da defesa, sem que isso mine a coesão da OTAN e a solidariedade transatlântica.

Vivemos numa Europa que parece esquecer a solidariedade, que demonstra uma excessiva dependência militar dos Estados Unidos, uma liderança política hesitante e centrada numa rigidez e inflexibilidade germânica, uma agitação social que progride nos países dos sul, mas que não se confina aí e que leva o centro europeu a dizer: “a miséria de Atenas, Lisboa e Dublin, começa a ver-se nas ruas de Madrid e de Roma e os receios do caos estão a chegar a Paris e a Amesterdão”.

No actual contexto de crise, a construção europeia debate-se com a discussão entre os exigentes planos de austeridade motivados pela assistência financeira a alguns países e a sua recessão económica e a necessidade urgente de medidas que favoreçam o crescimento, o emprego e o abrandamento dos sacrifícios; um diálogo de surdos que pode conduzir, no extremo, ao colapso do Euro e à desintegração política da União Europeia.

Uma Europa enfraquecida, dividida e com diferentes visões acerca da construção e futuro da União, não são boas notícias para a estabilidade internacional, para o desenvolvimento, para a credibilidade da OTAN e para o relacionamento com os EUA.

Em termos nacionais, somos um país que ao longo da História nunca se limitou ao ambiente estratégico regional, sempre nos abrimos ao mundo e quisemos ser intervenientes, participando nas grandes construções internacionais, políticas, caso da OSCE e do Conselho da Europa, económicas e militares. Mas hoje é também inequívoco que nesses “fora”, se espera que os participantes não sejam apenas co-autores das decisões, sejam também co-responsáveis pela sua aplicação e pelas suas consequências.

Essa co-responsabilização traduz-se de forma cumulativa na solidariedade política, no “burden sharing” dos encargos e na disponibilidade para cometer no terreno forças militares em operações. Neste ambiente estratégico, a disponibilidade de um instrumento militar credível, capaz de ser empregue nos grandes acontecimentos da paz e da estabilidade internacional, constitui um investimento na liberdade de decisão política do estado, que lhe permite decidir participar, ou não, por razões políticas e não por manifesta incapacidade militar para o fazer.

O país vive uma situação em que sente que a sua soberania está condicionada por uma entidade difusa, que dá pelo nome de “troika”, confronta-se com um sentimento de injustiça, que decorre de uma percepção de falta de equidade na atribuição dos sacrifícios, sofre com o aumento do desemprego e com o corte dos apoios sociais designadamente na saúde e tem dúvidas quanto à eficácia das soluções propostas, para a efectiva e necessária recuperação económica.

Defender a Portugalidade é assim pugnar pela adopção de opções estratégicas, que favoreçam o desenvolvimento e a recuperação económica, que mantenham o país como parceiro internacional credível, como actor da cena internacional em que os atributos do Estado se exercem na plenitude, capaz de afirmar a sua posição política, os seus objectivos estratégicos, os seus princípios e valores, em quaisquer situações, quer junto de aliados e amigos, quer perante opositores.

A Portugalidade tem de encontrar também os seus mecanismos de autodefesa, tornando mais actuante a CPLP, ganhando capacidade e dimensão no domínio da Defesa e da Segurança, que lhe permita contribuir para a Paz e Segurança internacionais, como foi o caso, infelizmente apenas durante seis meses no Líbano, com a parceria Portugal-Timor, mas principalmente para ultrapassar situações como a vivida na Guiné-Bissau, evitando que interesses regionais acabem por ditar soluções unilaterais fora do contexto lusófono.

Temos, como povo, que encontrar os melhores mecanismos e procedimentos para obter as melhores soluções e os melhores resultados; diz-nos a História que as melhores opções estratégicas foram aquelas que fomentaram a coesão e a equidade, encontrando fundamento nos nossos valores, na nossa identidade e na nossa consciência nacional.

Repito aqui aquilo que escrevi no primeiro Editorial da Revista Militar, como presidente da Direcção: “o futuro Conceito Estratégico de Segurança e Defesa Nacional deve ser o documento orientador para as diversas Estratégias Gerais, onde devem constar os Interesses e os Objectivos Nacionais, permanentes e conjunturais, em função da conjuntura estratégica actual, estudadas as ameaças e os riscos, que o poder político aceita assumir nesse contexto estratégico, tendo em vista as potencialidades e vulnerabilidades nacionais, definindo eixos de acção estratégica para as várias estratégias gerais e ser suficientemente orientador para que, no caso das Forças Armadas, seja possível identificar quais as missões a cumprir. Esperemos que, perversamente, não exista a tentação de elaborar um documento, que sirva para justificar um qualquer modelo preconcebido, ditado não por uma orientação política esclarecida, mas sim pela aritmética ou por uma visão economicista”.

Hoje a Portugalidade tem de se defender e consolidar nas novas fronteiras do interesse nacional, da língua e da cultura, do património e de uma História comum, de queixas e de grandes realizações, mas também nas fronteiras económicas e da segurança cooperativa, nos novos espaços de aplicação do poder nacional, na terra, no mar, no espaço e no cyber-espaço, tirando partido da inovação, da investigação e do empreendedorismo.

Esta Associação tem especiais responsabilidades no estímulo dessa consciência nacional, no escrutínio das opções estratégicas, quer da sua escolha, quer da sua adequação e aplicação, quer ainda, do sentido ético das lideranças, assumindo uma presença atenta e actuante neste debate nacional que urge conduzir.

Desejo as maiores felicidades e êxitos à Lista A nesta campanha e eleição que se vai realizar.

Muito obrigado pela vossa atenção.

José Luís Pinto Ramalho
           General

Lisboa 09 de Maio de 2012.